A Escola Básica da Azeda do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama participa no Concurso “Escola Alerta”, promovido pelo INR, I. P., com o Projeto “Braille em Ação” na Categoria 1.
I. DESIGNAÇÃO DO TRABALHO: “Braille em Ação”
Nós somos os alunos da turma A do 3.º ano e criámos a atividade “Braille em Ação”, que faz parte do projeto “Hoje é às Cegas” do nosso Agrupamento. Tudo começou na nossa Assembleia de Turma, depois do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, porque queríamos muito partilhar com as outras turmas, como a nossa colega com deficiência visual lê e escreve. Os nossos professores sugeriram a Comemoração do Dia Mundial do Braille para dinamizarmos este projeto.
Com a ajuda da Inteligência Artificial, criámos uma apresentação digital sobre o Braille e espalhámos códigos QR pela escola e nas redes sociais para que todos pudessem saber mais e aguçar a curiosidade; preparámos uma sessão de sensibilização para todas as turmas da nossa escola, onde os desafiámos a conhecer o Sistema Braille de forma lúdica e criámos um jogo para aprender Braille usando o nosso corpo e o trabalho em equipa.
Este trabalho ajuda-nos a cumprir o Perfil dos Alunos e as Aprendizagens Essenciais, mostrando que a escola é um lugar para todos.
II. OBJETIVOS DO TRABALHO
Objetivos Gerais: – Promover a inclusão e o respeito pelas pessoas com deficiência, garantindo os seus direitos; – Aprender de forma prática, trabalhando em equipa, em todas as disciplinas; – Mostrar que o Braille é a “janela” da nossa colega para a cultura e o conhecimento. Objetivos Específicos: 1.Cidadania: Desenvolver empatia e promover a eliminação de barreiras, em conformidade com a Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência (ENIPD); 2.Educação Física: Participar em jogos ajustando a iniciativa própria e as qualidades motoras às possibilidades oferecidas pela situação de jogo e aos objetivos da atividade.; 3.Biblioteca: Explorar o Braille como um código de leitura acessível, inclusivo e promotor da autonomia; 4.Educação Inclusiva: Identificar recursos que garantem a autonomia dos alunos com deficiência visual, respeitando o preconizado no Decreto‑Lei n.º 54/2018; 5.Pensamento Crítico: Resolver problemas em grupo de forma criativa e colaborativa.
III. METODOLOGIA UTILIZADA
A nossa metodologia baseia‑se na Aprendizagem Ativa e no Desenho Universal para a Aprendizagem: – Multisensorialidade: Colocámos folhas em Braille nos placards para que todos possam tocar e explorar, promovendo uma experiência sensorial partilhada; – Inovação Digital: Utilizámos tecnologia (IA e QR Codes) para tornar a informação acessível a todos, em qualquer lugar; – Educação Física: Realizámos estafetas e jogos de orientação que estimulam o tato e a audição, garantindo a participação plena de todos os alunos; – Sensibilização para o Sistema Braille: Desenvolvemos atividades práticas com caixas de ovos e tampinhas para construir células Braille, explorámos os Lego Braille Bricks e experimentámos a escrita na máquina Perkins, permitindo que todos compreendessem o funcionamento do código e a importância da literacia tátil.
IV. RECURSOS UTILIZADOS
Trabalhámos em equipa com muitas pessoas: – Equipa: Colaborámos com os Professores da Biblioteca, os Professores Titulares e os Professores do Domínio da Deficiência Visual, articulando estratégias e partilhando responsabilidades; – Comunidade: Envolvemos pais, assistentes operacionais e a comunidade educativa, partilhando o trabalho realizado e sensibilizando através das redes sociais; – Materiais: Utilizámos materiais simples, como caixas de ovos e tampas, bem como ferramentas digitais modernas que enriqueceram a experiência de aprendizagem.
V. RESULTADOS OBTIDOS
Os resultados foram muito positivos, refletidos no grande interesse demonstrado pelos nossos colegas. A participação foi ativa e entusiasta, revelando curiosidade e abertura para experimentar novas formas de percecionar o mundo. Os objetivos definidos foram alcançados: – Empatia: Os alunos mostram agora maior respeito pelas diferenças e ajudam‑se mutuamente com mais naturalidade; – Valorização da diversidade: Conseguimos transmitir uma visão realista, positiva e enriquecedora da deficiência visual; – Sucesso Escolar: A participação foi elevada e todos aprenderam conteúdos novos de forma envolvente e divertida. De forma geral, os resultados obtidos evidenciam que a atividade contribuiu de forma significativa para a sensibilização de toda a comunidade educativa, reforçando valores de inclusão, diversidade e cidadania ativa.
